Doação de Medicamentos

Medicamentos dentro do prazo de validade podem ser doados no Hospital Militar ou na Igreja do Rosário
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

NOVAS REGRAS PARA FARMÁCIAS E DROGARIAS


A venda de medicamentos pela internet ou telefone deverá garantir o direito do cidadão à orientação farmacêutica. A medida faz parte das Boas Práticas Farmacêuticas, anunciadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta terça-feira (18).
A resolução RDC 44/09 (PDF) da Anvisa reforça as regras para o comércio de medicamentos e a prestação de serviços nos estabelecimentos farmacêuticos, desvirtuadas por interpretações pessoais de comerciantes e amparados por leis municipais e estaduais. É o fim da venda, entre outras coisas, de carne e sorvete nesses locais.
A partir de agora o comércio pela internet terá normas definidas. Para oferecer medicamentos na web as farmácias deverão existir fisicamente e estarem abertas ao público. Além disso, só serão aceitos endereços “.com.br”. As farmácias e drogarias que quiserem comercializar medicamentos por via remota informarão em seu endereço na internet o nome e telefone de contato com o farmacêutico de plantão para atendimento ao usuário. Além disso, o estabelecimento terá que publicar os alertas sanitários da Anvisa que ficarão à disposição do internauta.
De acordo com o diretor-presidente, Dirceu Raposo de Mello, é preciso cuidar do uso adequado de medicamentos e para isso os serviços farmacêuticos devem cumprir o seu papel de prover o usuário com informações corretas sobre o uso racional de medicamentos. “A farmácia é um estabelecimentos diferenciado, não se pode banalizar esse ambiente com produtos que não têm relação com o seu objetivo e que fazem com que o paciente caia em uma armadilha para consumir produtos que envolvem riscos”, explicou Raposo.
Segundo o diretor-presidente, a sociedade também ganhará com estabelecimentos que ofereçam uma atenção farmacêutica mais adequada aos usuários de medicamentos. A chamada Atenção Farmacêutica poderá ser oferecida como um serviço. Essa orientação contempla o monitoramento de parâmetros fisiológicos e bioquímicos de pessoas que utilizam medicamentos. O farmacêutico poderá, por exemplo, monitorar a pressão arterial de um cidadão para saber se a medicação para controle da pressão arterial está fazendo efeito. A Atenção Farmacêutica inclui, ainda, a administração de medicamentos injetáveis e inalatórios e o atendimento domiciliar, para a realização dos mesmos procedimentos que serão feitos na farmácia.
Outro serviço que poderá ser oferecido nesses estabelecimentos é a perfuração de orelha (lóbulo auricular) para a colocação de brincos. Isso vai permitir que o procedimento seja feito em condições seguras para o usuário.
A Resolução determina, ainda, que os medicamentos não poderão mais ficar ao alcance das mãos do usuário em farmácias e drogarias. Mesmo os produtos isentos de prescrição médica deverão ficar atrás do balcão para que o usuário faça a solicitação ao farmacêutico e receba o produto com a orientação necessária. As únicas exceções são os medicamentos fitoterápicos, por via dermatológica e sujeitos a notificação simplificada (ex. Água Boricada, Glicerina, Hidróxido de Magnésio, etc).
Os medicamentos isentos de prescrição podem ser adquiridos sem a apresentação da receita do médico, mas isso não significa que eles sejam isentos de risco. Por isso é importante o cidadão receber as orientações do profissional farmacêutico no momento da aquisição.

Conheça os principais pontos da RDC 44/09

Lista de produtos:

Somente produtos relacionados à saúde poderão ser comercializados em farmácias e drogarias. A lista inclui plantas medicinais, cosméticos, produtos de higiene pessoal, produto de saúde para uso por leigo e algumas categorias.

Saiba quais produtos podem ser comercializados (PDF)

Serviços

Atenção farmacêutica:

• Parâmetros fisiológicos: pressão arterial e temperatura corporal;

• Parâmetro bioquímico: glicemia capilar;• Administração de medicamentos;• Atenção farmacêutica domiciliar.

Perfuração de lóbulo auricular (colocação de brinco):

• Deverá ser feita com aparelho específico para esse fim e que utilize o brinco como material perfurante.

• É vedada a utilização de agulhas de aplicação de injeção, agulhas de suturas e outros objetos para a realização da perfuração.
Internet:

• Somente farmácias e drogarias abertas ao público, com farmacêutico responsável presente durante todo o horário de funcionamento, podem realizar a dispensação de medicamentos solicitados por meio remoto, como telefone, fac-símile (fax) e internet.

• Fica vedada a comercialização de medicamentos sujeitos a controle especial solicitados por meio remoto.

• Todos os pedidos para dispensação de medicamentos solicitados por meio remoto devem ser registrados.
Medicamento atrás do balcão:

• Os medicamentos deverão permanecer em área de circulação restrita aos funcionários, não sendo permitida sua exposição direta ao alcance dos usuários do estabelecimento.

• Placa na área destinada aos medicamentos: “MEDICAMENTOS PODEM CAUSAR EFEITOS INDESEJADOS. EVITE A AUTOMEDICAÇÃO: INFORME-SE COM O FARMACÊUTICO”

Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa
Excelente!! Fazia tempo que esta Resolução estava em discussão, graças a Deus foi aprovada. É um grande passo para a profissão farmacêutica, um grande avanço para a saúde do país.
Farmácia é lugar de medicamento, um estabelecimento de saúde. Sou contra até a comercialização de perfumaria (xampu, tintura para cabelo, sabonete...), mas isso ainda vou demorar para ver acontecer - talvez nunca veja - temos que nos preocupar em oferecer uma grande variedade de medicamentos para os pacientes, muito genérico, medicamentos fracionados, assistencia farmacêutica (orientação correta sobre os medicamentos), atenção farmacêutica, muiiiiita atenção farmacêutica!!!!!!!!! Este é o futuro da farmácia e do farmacêutico.
Vamos exercer nosso papel frente a população!!!!!!!!
A hora é agora, não podemos deixar passar esta oportunidade. Estamos iniciando um novo capítulo na história farmacêutica.
Muito obrigado a todos que lutaram pela discussão, criação e aprovação desta lei.
Farm. Emerson
CRF RS 10182

domingo, 2 de agosto de 2009

Cliente irritado

Para todos os que têm de tratar com clientes irritantes, ou com pessoas que se acham superiores aos outros, aprenda com a funcionária da GOL.
Destrua um ignorante sendo original, como ela foi.
Uma funcionária da GOL, no aeroporto de Congonhas, São Paulo, deveria ganhar um prêmio por ter sido esperta, divertida e ter atingido seu objetivo, quando teve que lidar com um passageiro que, provavelmente,merecia voar junto com a bagagem...Um vôo lotado da GOL foi cancelado. Uma única funcionária atendia e tentava resolver o problema de uma longa fila de passageiros.
De repente, um passageiro irritado cortou toda a fila até o balcão, atirou o bilhete e disse:
- Eu tenho que estar neste vôo, e tem que ser na primeira classe!
A funcionária respondeu:
- O senhor desculpe, terei todo o prazer em ajudar, mas tenho que atender estas pessoas primeiro, já que elas também estão aguardando pacientemente na fila. Quando chegar a sua vez, farei tudo para poder satisfazê-lo.
O passageiro ficou irredutível e disse, bastante alto para que todos na fila ouvissem:
- Você faz alguma idéia de quem eu sou ?
Sem hesitar, a funcionária sorriu, pediu um instante e pegou no microfone anunciando:
- Posso ter um minuto da atenção dos senhores, por favor? (a voz ecoou por todo o terminal).
E continuou:
- Nós temos aqui no balcão um passageiro que não sabe quem é, deve estar perdido... Se alguém é responsável pelo mesmo, ou é parente, ou então puder ajudá-lo a descobrir a sua identidade, favor comparecer aqui no balcão da GOL. Obrigada.
Com as pessoas atrás dele gargalhando histericamente, o homem olhou furiosamente para a funcionária, rangeu os dentes e disse, gritando:
- Eu vou te foder!
Sem recuar, ela sorriu e disse:
- Desculpe, meu senhor, mas mesmo para isso, o senhor vai ter que esperar na fila; tem muita gente querendo o mesmo...

Fonte: www.portuguelandia.com.br/textos/8.asp

domingo, 26 de julho de 2009

Manipulação da Hidroquinona em formas semi-sólidas

A hidroquinona (1,4-benzenodiol) é um agente despigmentante da pele. É utilizada topicamente no tratamento de despigmentação de manchas dermatológicas como melasmas, sardas, lentigos senis, hiperpigmentação pós-inflamatória, dermatite de berloque (causada por determinados tipos de perfumes).

A hidroquinona atua como um substrato da tirosinase, competindo com a tirosina e inibindo a formação de melanina. A hidroquinona é um dos despigmentantes mais utilizados na terapêutica dermatológica veiculada como monodroga ou em associação com outros ativos (ex. ac. retinóico, ác. Glicólico, corticóides etc) nas mais diversas formas farmacêuticas de uso tópico tais como loções, cremes e géis.

A concentração usual de hidroquinona varia de 2 a 10%. De modo geral para produtos que se destinam a aplicação facial a concentração normalmente utilizada varia de 2 a 5% e para aplicação no tronco e extremidade de 6 a 10%.

Ocasionalmente a hidroquinona pode provocar irritação da pele, com eritema ou até erupções, ocasião que o tratamento deve ser interrompido. Não deve ser utilizada próxima aos olhos, em lesões cutâneas, queimaduras solares, em crianças menores, gestantes, durante o período de lactação e na pele irritada ou com queimadura solar.

A hidroquinona se apresenta na forma de cristais aciculares (em forma de agulha), incolor ou branco de sabor adocicado e que se escure por exposição ao ar e a luz. Deve ser armazenado em recipientes hermeticamente fechados e protegidos da luz (ex. pote de vidro âmbar).

A hidroquinona se oxida com muita facilidade e é fotossensível. A hidroquinona é solúvel em 17 partes de água, 4 partes de álcool, 16 partes de éter, 51 partes de clorofórmio e em 1 parte de glicerina. Apresenta o ponto de fusão entre 172 e 174º C.

A hidroquinona é incompatível com álcalis (bases e meios alcalinos), sais férricos e agentes oxidantes. Em concentrações superiores a 3% a hidroquinona deve ser veiculada em emulsões aniônica. Portanto, em se tratando de formas emulsionadas tais como creme ou loções cremosas, as bases aniônicas tal como o creme lanette, sendo incompatíveis com bases não-iônicas.

A hidroquinona é compatível com géis aniônicos (ex. carbopol) e não-iônicos (ex. hidroxietilcelulose, hidroxipropilcelulose).

A estabilidade da hidroquinona em meio aquoso é sensível à presença de íons metálicos, concentração de oxigênio e ao pH do meio. A velocidade de oxidação da hidroquinona aumenta em pHs mais altos. A hidroquinona apresenta maior estabilidade em meio ácido, na faixa de 4,5 a 5,0.

Preparações com hidroquinona são susceptíveis à oxidação, daí a importância de se usar antioxidantes para evitar o escurecimento da formulação decorrente da oxidação da hidroquinona. Antioxidantes para sistemas aquosos tais como o bissulfito de sódio, metabissulfito de sódio, ditionito de sódio ou combinações destes com antioxidantes para sistemas oleosos tais como bissulfito de sódio + BHT, metabissulfito + BHT, vitamina C + vitamina E são normalmente utilizados em preparações contendo hidroquinona.

O uso de agentes sequestrantes tal como o EDTA-Na2 é também recomendado para a quelação eventual de íons metálicos contaminantes presentes na formulação que poderiam favorecer cataliticamente a oxidação da hidroquinona.



Abaixo relacionamos as concentrações usuais e antioxidantes mais utilizados:



Sugestão de sistemas antioxidantes para formulações com hidroquinona e associações mais comuns.

Hidroquinona

1)Metabissulfito de sódio (10% em relação a quantidade de hidroquinona) + EDTA-Na2 0,1%

2)Bissulfito de sódio 0,2 – 0,3% + BHT 0,1% + vitamina C pó 1,6%

3) Ditionito de sódio 0,6%

4)Metabissulfito de sódio (10% em relação a quantidade de hidroquinona) + vit. C 1,6% + EDTA-Na2 0,1%

5) * Metabissulfito de sódio 1% + EDTA-Na2 0,1%



Hidroquinona + ácido retinóico

1)Bissulfito de sódio 0,2 – 0,3% + BHT 0,1% + vitamina C pó 1,7%

2) Metabissulfito de sódio (10% em relação a quantidade de hidroquinona) + BHT 0,1% + EDTA-Na2

3) Metabissulfito de sódio (10% em relação a quantidade de hidroquinona) + Vitamina E (oleosa) 0,05%

4) ditionito de sódio 0,6% + BHT 0,05 – 0,1%



Hidroquinona + ácido glicólico

1) vitamina C 1,7% + vitamina E 1% + EDTA-Na2 0,1%

2) ditionito de sódio 0,6%



A aditivação de hidroquinona em bases semi-sólidas deve ser realizada com a sua trituração prévia com qs de propileno glicol, glicerina ou com dipropileno glicol até a obtençào de uma pasta fina com a incorporação subsequente.

Os agentes antioxidante poderiam ser levigados juntos com a hidroquinona ou solubilizados a parte em qs dos solventes compatíveis .

O metabissulfito de sódio , o bissulfito de sódio, ditionito de sódio o EDTA-Na2 e a vitamina C podem ser solubilizados em qs de água;

O BHT em qs de álcool e a vitamina E oleosa incorporada diretamente.



Preparações contendo hidroquinona devem preferencialmente serem acondicionadas em bisnaga de alumínio revestidas. Embalagens de plástico são normalmente permeáveis ao ar e potes de boca larga expõe indevidamente a preparação as condições atmosféricas e ao contato das mãos do usuário ao restante do produto com consequente favorecimento da degradação química e microbiológica da preparação.

É recomendável conservar as formulações magistrais com hidroquinona sob refrigeração e adotar um prazo de validade não superior a 3 meses.

* A hidroquinona de forma isolada na formulação pode ser armazenada fora da refrigeração durante 2 meses.



Referências:

1) García, Ma T.C.; Rubio, L.R.; Aliaga, J.L.V. Monografías Farmacéuticas. Colegio Oficial de Farmacéuticos de La Provincia de Alicante, 1998. p.542-543.

2) Ferreira, A.O. e colbs. Guia Prático da Farmácia Magistral. 2a edição. Juiz d eFora: editado pelo autor, 2002.

3) Souza, V.M. Ativos Dermatológicos. Vol.1. São Paulo: Tecnopress, 2003. p.57.

4) Clavijo, Ma. J. L.; Comes, V.B. Formulário Básico de Medicamentos Magistrales. Valencia: Distribuiciones El Cid, 2001.

5) Connors, K.ª; Amidon, G.L.; Stella, V.J. Chemical Stability of Pharmaceuticals. 2nd edition. New York: John Wiley & Sons, 1986.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Riscos de contrair HIV e Hepatite nas transfusões de sangue


O risco de infecção por HIV durante transfusão de sangue é dez vezes maior no Brasil do que em paises desenvolvidos, de acordo com estudo da Fundação Pró-Sangue de São Paulo. Isso significa que, por ano, entre 50 a 100 pessoas podem ser contaminadas.

O coordenador nacional da Política de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, atribui o problema à falta de um exame mais potente para diagnosticar a presença do vírus e ao fato de o brasileiro ainda recorrer à doação para saber se é ou não portador de HIV.

Segundo pesquizadores, 1 em cada 60.000 bolsas de sangue coletadas está contaminada por HIV e não é identificada no teste de controle dos bancos de sangue. No país são usadas 3 milhões de bolsas de sangue, em média, por ano, e cada uma pode ser disponibilizada a pelo menos duas pessoas. "Embora pareçam ruins quando comparados a países desenvolvidos, os índices brasileiros são bons", garantiu a médica Ester Sabino, da Fundação.

A tecnologia atual dos testes para avaliar a qualidade do sangue permite detectar a presença do HIV somente 12 dias após a infecção. "Se o doador tiver sido contaminado poucos dias antes, o teste dará negativo, a bolsa será usada e o receptor corre o risco de ser contaminado", explicou Genovez.

O problema, chamado de janela imunológica, ocorre também com a hepatite, que é de 70 dias. Em países desenvolvidos, a janela imunológica é reduzida pelo uso de um exame batizado de Nat, que procura encontrar traços do vírus. O Brasil deverá adotar essa tecnologia a partir do próximo ano. Com isso, a janela imunológica dos testes para Aids deverá cair de 12 para 8 dias. No caso da hepatite, ela deve baixar de 70 para 14 dias.


Fonte: Jornal Correio do Povo

domingo, 28 de junho de 2009

Quais as diferenças entre succinato e tartarato de metoprolol?





O metoprolol é um agente betabloqueador seletivo, comercialmente disponível como tartarato, na forma de comprimidos orais e injeção parenteral, e como succinato, na forma de comprimidos de liberação prolongada.

Usualmente,os comprimidos convencionais de tartarato de metoprolol são administrados em doses divididas ao longo do dia, enquanto os comprimidos de liberação prolongada - succionato de metoprolol - são administrados apenas uma vez ao dia.

A diferença na composição e na forma farmacêutica pode levar a diferentes posologias e indicações de uso.

As indicações de uso e contra-indicações das duas formas - succinato e tartarato - são abordadas em conjunto em todas as fontes consultadas. São indicados para o tratamento da hipertensão, angina pectoris, infarto do miocárdio e insuficiência congestiva.

No tratamento da hipertensão e angina pectoris, as formas farmacêuticas de liberação convencional e liberação prolongada podem ser utilizadas.

No tratamento de insuficiência cardíaca congestiva apenas o uso da forma de liberação prolongada é descrito.

No tratamento de infarto do miocárdio, os comprimidos convencionais e os de liberação prolongada podem ser utilizados. Normalmente os comprimidos de liberação convencional no tratamento inical e tardio, e os de liberação prolongada apenas no tratamento tardio.

As diferenças farmacocinéticas são em função da forma de liberação do fármaco:
........Liberação REGULAR ............Liberação PROLONGADA

Tempo para atingir
a concentração máxima: 1 A 2 horas........6 A 12 horas

Biodisponibilidade: 40 A 50%.....................65 A 70%

Tempo de ação: 6 A 12 horas......................24 horas

Observações:
* As formas farmacêuticas de liberação prolongada caracterizam-se por levar um tempo maior para atingir a concentração máxima, não existindo picos de concentração plasmática como nas formulações regulares;
* A absorção do tartarato de metoprolol pode ser aumentada pela administração com alimentos. Os alimentos não parecem afetar a biodisponibilidade dos comprimidos de liberação prolongada (succionato de metoprolol);
* O tartarato de metoprolol pode ser administrado diariamente em dose única ou em doses divididas durante o dia;
*O succionato de metoprolol deve ser administrado em dose única diária.

Fontes:
1) AHFS Drug Information, 2005.
2) Drugdex System.
3) Drug Facts and Comparisons, 2005.
4) USP DI, 2003.
5) DEF 2004/05.
6) Drug Information Handbook, 2004.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

ASSOCIAÇÃO ENTRE PARACETAMOL E ASMA

Um artigo publicado na revista The Lancet destacou o crescente corpo de evidências de uma associação entre o uso de paracetamol e o desenvolvimento de asma.



No estudo foi observado um aumento do risco de sintomas de asma, em crianças com idades entre 6 e 7 anos, que usaram paracetamol no primeiro ano de vida ou no ano anterior ao estudo.



Em outros estudos observou-se que a força da associação aumenta de acordo com a frequência do uso do paracetamol, inclusive em crianças e adultos que foram expostos ao fármaco no útero. A associação permanece significante após controle de muitos fatores de riscos conhecidos para asma, entretanto, nenhum estudo foi capaz de estabelecer uma relação causal definitiva.

Embora a evidência da associação entre o uso de paracetamol e o desenvolvimento de asma seja crescente, atualmente, não existe qualquer analgésico ou antipirético que poderia ser considerado uma alternativa segura.

Considerando a descoberta de que a associação é mas forte com o aumento da frequência de uso do paracetamol, qualquer intervenção clínica deve ser destinada a reduzir o uso excessívo de paracetamol.

Paracetamol ainda é o analgésico e antipirético com melhor perfil de efetividade e segurança,por isso consta em listas de medicamentos essenciais, contudo, assim como qualquer outro fármaco, o uso inadequado e injustificado pode ser prejudicial.

Fonte: Revista Pharmácia Brasileira nº70/2009