Doação de Medicamentos

Medicamentos dentro do prazo de validade podem ser doados no Hospital Militar ou na Igreja do Rosário
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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Justiça manda Estado fornecer Viagra

A 3ª Câmara Câmara Civil decidiu, por três votos a zero que uma paciente carente deve receber gratuitamente do Estado o medicamento Viagra(Sildenafil 25 mg). O medicamento foi precrito por seu médico para o tratamento de uma doença pulmonar.

Ela é portadora de hipertensão arterial pulmonar severa e corpulmonale grave, com hipoximeia e dispnéia constantes. O relator, Juiz-Convocado ao TJ Pedro Luiz Pozza, destacou ser irrelevante o fato de o medicamento ser registrado na ANVISA para tratamento diverso da enfermidade da autora. O Viagra destina-se a portadores de disfunção erétil (dificuldade de ereção masculina).

Segundo o magistrado, a prescrição médica atesta a imprescindibilidade na utilização do produto para a enfermidade da demandante. Perito judicial concluiu que o uso do medicamento melhorou a capacidade física de portador da doença, diminuindo a pressão da artéria pulmonar.

Para Pozza, não importa o fato do Viagra não se encontrar na lista de medicamentos essenciais ou excepcionais. Ressaltou que a norma legal não menciona a necessidade de regulação por portarias de quais medicamentos serão, ou não considerados excepcionais ou essenciais.

terça-feira, 27 de maio de 2008

O QUE É A OBESIDADE

A obesidade se caracteriza por um excesso de tecido gorduroso em relação à massa magra (constituída pela musculatura, ossos e órgãos). É uma doença multifatorial, ou seja, múltiplos fatores contribuem para o seu aparecimento e para sua manutenção, sendo eles fatores genéticos, alimentares, emocionais, culturais, sociais, mudanças de comportamento, doenças endócrinas, gasto energético com atividades físicas, hábitos compulsivos, etc. Como conseqüências da obesidade podem surgir uma série de complicações e prejuízos à saúde que podem interferir fortemente na auto-estima e na adaptação social.
Existem dois métodos que podem ser utilizados para diagnosticar a obesidade. O Índice de Massa Corporal (IMC) e a Análise de Composição Corporal pela bioimpedância.

O que é o IMC?
O IMC (Índice de Massa Corporal) é uma fórmula em que se divide o peso em quilos pela altura em metros ao quadrado, ou seja, IMC= Peso÷(Altura x Altura). De acordo com o resultado, temos a classificação apresentada na tabela abaixo:

IMC....................... CLASSIFICAÇÃO ..............RISCO PARA SAÚDE
Menor que 17........ Magreza excessiva....................Aumentado
17 a 18,5 ...................Magreza..............................Moderado
18,6 a 24,9 ...............Peso normal.............................----
25 a 29,9............... Excesso de peso.......................Pequeno
30 a 34,9............... Obesidade classe I...................Moderado
35 a 39,90............. Obesidade classe II.................Aumentado
Acima de 40.......... Obesidade classe III.........Muito aumentado

............................ou obesidade mórbida

A grande limitação do IMC é que seu cálculo se baseia em apenas duas variáveis (peso e altura) desconsiderando a massa magra, a idade e o sexo da pessoa. De qualquer forma, o IMC ainda tem sido usado, pela sua simplicidade, como um método prático e rápido de se identificar, em pessoas adultas, o risco de aumentar a incidência de mortalidade e outras doenças.

O que é a BIOIMPEDÂNCIA?
A bioimpedância utiliza um aparelho que consegue medir a gordura do corpo através de uma corrente elétrica de baixa intensidade, que é imperceptível. Quanto maior a quantidade de água contida em um órgão, mais facilmente a corrente irá passar. Assim, como a gordura possui pouca água, a corrente sofrerá uma resistência maior nos órgãos que têm mais gordura, ocasionando uma corrente mais lenta. Desta maneira, é feito o registro da corrente elétrica de acordo com a quantidade de água e de gordura presentes no corpo.

Após diagnosticar ou não a obesidade, devemos investigar se há alguma doença associada. Dentre as doenças mais freqüentes por conseqüência da obesidade, estão: diabetes, elevação do colesterol e triglicérides (gorduras do sangue), hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio, arteriosclerose (endurecimento das artérias), acidente vascular cerebral ("derrame" ou isquemia), trombose, problemas nas articulações, alterações do sono e alguns tipos câncer.

terça-feira, 13 de maio de 2008

CHÁ VERDE OU CHÁ BRANCO?

Em conseqüência a tantas pesquisas e descobertas, chega uma hora que fica difícil de escolher o que realmente devemos colocar em nossa mesa, não é mesmo?
O chocolate, de vilão tornou-se mocinho, e com o ovo aconteceu a mesma coisa. Até Dieta do Azeite existe.
A última novidade é o Chá Branco. Você deve estar se perguntando, mas não era Chá Verde? Bem pensado, ERA....
Você quer entender o que há de diferente entre esses dois chás? Então esclareça suas dúvidas!!

Algumas lojas especializadas já comercializam o Chá Branco a mais de oito anos, porém só agora ele caiu nas graças do público. A bebida é conhecida entre os chineses há muito tempo, e apreciada por eles por ser uma bebida muito refrescante e suave. Ao contrário do Chá Verde, seu sabor não é tão amargo sendo até mesmo levemente frutado.
Assim como o chá preto, o chá verde e o chá oolong, o chá branco também é extraído da Camellia sinensis, uma planta procedente principalmente do sul da China e do norte da Índia.
A diferença está na maneira como as folhas são colhidas e processadas, o Chá Branco é colhido antes das flores se abrirem, quando há brotos cobertos por finos pêlos prateados que lhe dão uma cor clara verde acinzentada. Esses brotos e as folhas da planta são cozidos ao vapor e submetidos à secagem. Ao contrário do verde e do preto, o chá branco não passa pela fermentação.
Por ser colhido bem mais cedo que o Chá Verde, os brotos da planta apresentam uma hiperconcentração de polifenóis (antioxidantes) e de catequinas (compostos que diminuem os riscos de mau funcionamento celular), o que sugere uma potencialização da ação se comparada ao Chá Verde.
Pesquisas realizadas em 2005 pelo Instituto Linus Pauling, mostraram que o Chá Branco também é um aliado para retardar o envelhecimento, pois tem um ativo importante, o tanino, responsável por baixar o colesterol “ruim”, que bloqueia as artérias.
Assim como os demais chás, possui cafeína. Portanto, para evitar a insônia, aconselha-se consumi-lo até às 18 horas. O tempo de infusão para a maioria dos Chás Brancos é de 2 a 3 minutos.
Caso queira preparar uma quantidade maior para beber durante o dia, por exemplo, armazene em garrafas de vidro, porcelana ou inox. E se quiser adoçá-lo use uma pequena quantidade de mel (uma colher de chá) ou de estévia. Açúcar e adoçantes químicos prejudicam o poder do chá de desintoxicar o organismo, dificultando a perda de peso.

Veja quais são as principais diferenças:

CHÁ BRANCO: É a versão menos processada de todas.


Características: obtido do miolo e da ponta das folhas jovens, é o que mais conservaria as propriedades da planta.

Sabor: delicado e refrescante


CHÁ VERDE: As folhas secam à sombra, submetendo-se em seguida a um aquecimento, em fornos próprios, para inativar as enzimas que promovem a oxidação.

Características: seus princípios ativos são preservados. E o teor de cafeína – uma substância originada da oxidação – é baixo.

Sabor: levemente amargo.



CHÁ PRETO: É totalmente fermentado.

Características: suas folhas são submetidas à secagem prévia, fermentação e secagem final. Por isso, boa parte dos princípios ativos é prejudicada. A oxidação produz um teor elevado de cafeína.

Sabor: amargo, excitante.



CHÁ OOLONGE: Essa variedade se difere das anteriores por ser parcialmente fermentada. Sofre cerca de 30% de fermentação em comparação ao chá preto.

Características: mais excitante do que o verde.

Sabor: não tão forte quanto o preto.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

FARMÁCIA SEM FARMACÊUTICO PRESENTE GERA INDENIZAÇÃO A CLIENTE

O Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul condenou estabelecimento farmacêutico e o profissional farmacêutico em indenizar por danos morais e estéticos vítima de erro praticada por pessoa não habilitada para aplicação de injetável.
A decisão em questão reforça e alerta para a importância da assistência e responsabilidade farmacêutica.
O farmacêutico é o responsável técnico pela farmácia em qual trabalha, caracterizando negligência do profissional sua ausência do estabelecimento sem a devida substituição, a fim de evitar que medicamentos especiais possam ser administrados por pessoa inabilitada.
VOTO
O Sr. Des. Horácio Vanderlei Nascimento Pithan (Relator)
Silfarma Produtos Farmacêuticos Ltda., Jair Peraro, Luiz Antônio da Silva e Daniel Cristino interpõe apelação cível contra decisão que, nos autos da ação de indenização ajuizada por Daniel Cristino, julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados, condenando a empresa Silfarma Produtos Farmacêuticos Ltda., juntamente com Jair Peraro e Luiz Antônio da Silva ao pagamento de indenização por danos estéticos e morais, na importância de R$
22.650,00 (vinte e dois mil, seiscentos e cinqüenta reais), corrigidos pelo IGPM, em favor de Daniel Cristino.
BREVE RELATO DOS FATOS
O apelado, Sr. Daniel Cristino, em 6/9/94, dirigiu-se à Silfarma Produtos Farmacêuticos Ltda. para que lhe fosse aplicada a injeção “Optacilim Balsâmico”, sem a devida receita médica.
O responsável técnico pela farmácia, Sr. Jair Peraro, não se encontrava no local, sendo que a medicação foi administrada pelo Sr. Luiz Antônio da Silva, sócio proprietário da empresa que, segundo consta, não tinha qualificação técnica para tanto.

A injeção foi aplicada no braço esquerdo do apelado.
Minutos após a aplicação, o apelado começou a sentir fortes dores no braço e não mais conseguiu movimentar o membro, tendo sido levado da farmácia para o Hospital das Clínicas da Cidade e posteriormente, transferido para Umuarama/PR e, ao depois, para o Hospital das Clínicas de Curitiba onde permaneceu por 4 meses internado.
Dois dias após a aplicação da medicação, a pele e tecidos internos do braço começaram a cair, deixando o osso exposto, como bem se observa das fotografias à f. 11 dos autos.
A conseqüência final da medicação foi a imobilidade parcial do braço esquerdo do paciente.
Da documentação acostada aos autos, afere-se que a debatida injeção não foi aplicada no local correto, visto que, pelas orientações constantes na bula da medicação (f. 91), o laboratório é enfático ao afirmar que “o produto deve ser aplicado exclusivamente por via intramuscular na região glútea”.
Para não deixar dúvidas na administração da injeção, reservou um tópico na bula descrito como “Técnicas de Aplicação da Injeção Intramuscular Intraglútea”, onde orienta a forma de aplicação, inclusive com ilustração.
Destarte, mostra-se evidente o nexo causal entre a ação do apelante, Sr. Luiz Antônio da Silva, com o resultado danoso ocorrido, visto que a imperícia demonstrada pelo réu/apelante.
Outro fator a ser considerado é o fato de o responsável técnico, ou o farmacêutico responsável pelo estabelecimento não estar no estabelecimento para aplicação do medicamento e nem haver outro a substituí-lo, o que a toda evidência, caracterizaria negligência por parte do profissional e da empresa de sua propriedade.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

CÂNCER OVARIANO

O câncer ovariano é silencioso - portanto, leia com atenção:


Atente para qualquer dor ou desconforto pélvico ou abdominal, vagos mas persistentes problemas gastrointestinais como gases, náuseas e indigestões;

Vontade de urinar freqüente e/ou urgente, sem que tenha alguma infecção;

Perda ou ganho de peso inexplicável;

Pelve ou abdômen inchados, entumescidos e/ou com sensação de cheio, cansaço anormal, ou mudanças inexplicáveis dos seus hábitos intestinais.



Se esses sintomas persistirem por mais de duas semanas, peça a seu médico uma combinação de exames pélvico/retal, exame de sangue CA-125 e ultrassom transvaginal.

O exame de Papanicolau NÃO detecta câncer ovariano.

sábado, 8 de março de 2008

LISTA DE MEDICAMENTOS QUE DEVEM SER EVITADOS EM CASOS DE SUSPEITA DE DENGUE

Princípio-ativo: Ácido acetilsalicílico
Nomes comerciais: AAS infantil, AAS adulto, Aceticil, Ascedor, Asetisin, Aspirina adulto, Aspirina infantil, Aspirina preserv, Aspisin, Alidor, Cardio AAS, Endosalil, Acasil, Lafepe, Melhoral Infantil, Melhoral adulto, Buferin, Somalgim, Somalgim cardio, äcido acetilsalicílico tamponado, CAAS.

Princípio-ativo: Ácido acetilsalicílico + Ácido ascórbico (vitamina C)
Nomes comerciais: Aspirina C, Melhoral C, Termogrip C.

Princípio-ativo: Ácido acetilsalicílico + Cafeína
Nomes comerciais: Aspirina forte, Alicura, Doril, Fontol, Melhoral, Migrane, Sinutab, Superhist, Cafiaspirina.

Princípio-ativo: Ácido acetilsalicílico + Outras associações
Nomes comerciais: Alka-Seltzer, Antitermim, Cibalena-A, Dexolene-A, Engov, Hebrin, Prevencor, Sinutab, Sornrisal, Sonrisal pó efervescente, Sonridor, Vasclin.

Princípio-ativo: Salicilamida (em associação)
Nomes comerciais: Benegripe, Coristina D.

sexta-feira, 7 de março de 2008

QUEM FISCALIZA OS MÉDICOS?

É incrível! A maioria dos médicos continuam prescrevendo medicamentos anorexígenos em receituário errado, associando a outros medicamentos e em quantidades acima do permitido.
O que faço? Não vendo o medicamento.
O que acontece? Alguns clientes voltam no consultório e ao pedir novo receituário para o médico, a surpresa: eles se espantam!!! Que nova receita?! Não estou sabendo de nada!
E o pior são os outros clientes que não retornam ao consultório, mas vão a outras farmácias e acabam comprando o medicamento com o receituário errado. Estes voltam na farmácia e mostram a caixinha do medicamento: ó seu idiota comprei ali na outra!
Consultei a VISA de Porto Alegre e fui informado que foi passado uma circular referente a nova RDC para todas as Secretarias de Saúde Municipais, cuja atribuição era distribuir uma cópia da mesma para todos os consultórios médicos e farmácias.
Nas farmácias onde trabalho não recebemos nada. Sabe o que a fiscal me disse: - pressione a Secretaria de Saúde, alguém tem que tomar uma atitude!
Mas vem cá, afinal quem são os fiscais?! Estou pasmo. Pelo jeito isso não vai dar em nada, afinal nem mesmo o marido da secretária da saúde, que é médico, sabe da nova resolução, pois ainda continua prescrevendo em receituário errado. E o pior é que a secretária é farmacêutica.

O que diz a RDC 58 de 05 de setembro de 2007 (começou a vigorar no dia 03 de janeiro de 2008)
As prescrições devem ser feitas com receita “Tipo B2”, também de cor azul, mas específica para este novo modelo de controle elaborado pela Anvisa. A nova receita tem validade de 30 dias, contados a partir de sua emissão, e o medicamento só pode ser adquirido no estado da Federação em que o receituário é emitido.
O médico continua responsável pela impressão gráfica da receita e também por solicitar à Vigilância Sanitária local a permissão para imprimi-la na quantidade previamente informada.
A RDC 58 proíbe ainda a prescrição de medicamentos ou fórmulas manipuladas que associem anorexígenos a diuréticos, antidepressivos, hormônios ou outras substâncias com ação medicamentosa. Também ficam proibidos a prescrição, a dispensação e o aviamento de fórmulas com anorexígenos em quantidades acima das Doses Diárias Recomendadas (DDR).

Segundo a Anvisa, o objetivo da norma é reduzir os danos causados pelo uso abusivo de medicamentos anorexígenos. Médicos e estabelecimentos que desrespeitarem as disposições da RDC nº 58 estarão sujeitos às penalidades previstas na Lei 6.437/77, que prevê de notificação a multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, além de responsabilização civil e penal.